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De que são feitos os dias

...de Amor, de Família, de Amizade, de Trabalho, de Música, de Investigação, de Leituras, de Conversas, de Sonhos, de Reflexão, de Fé, de Viagens, de Aprender e Ensinar,... e de Tudo o que (pre)enche a minha vida!

De que são feitos os dias

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I'll be back

por de que são feitos os dias, em 11.11.19

Voltei!!!

 

Após 5 anos, volto a abrir o Blog para escrever qualquer coisa...

 

Porquê agora?

 

Uma razão muito simples... quis comentar num Blog (que aprecio muito!), que exigia identificação por Facebook ou perfil de Sapoblogs. Como não tenho facebook (uma das coisas que mudou nestes 5 anos!), assinei com o perfil do SapoBlogs. Se não eram as maravilhas da tecnologia, com o meu Mac novo a reconhcer as passwords que migraram do Mac velho, não teria sido possível :-)

 

E o que aconteceu nestes anos? De que foram feitos os meus dias?

 

Os miúdos cresceram, e agora são dois simpáticos adolescentes (a miúda com dias mais simpáticos do que outros, como faz parte!). Estão a ficar grandes, e fico embevecida por pensar que tenho uma grande quota parte nestas duas pessoas incríveis que vejo crescer a cada dia.

 

Os pais envelheceram, sobretudo o Pai, porque a Mãe continua a ser uma inspiração, uma fonte de energia e resiliência, com uma capacidade incrível de se reinventar perante as novas dificuldades. Até aprendeu a trabalhar com o telemóvel, com o email, WhatsApp e... Facebook!!! Qualquer dia até descobre este blog!!!

 

Eu já passei os 40, embora me digam frequentemente que não parece (e eu quero acreditar nisso!). O marido vai a caminho dos 45 e descobriu a "arte" de cozinhar (meu Deus, obrigada!). Os nossos dias são feitos de muita correria (mais do que a que queríamos), com algumas discussões que não duram mais que nada, e que não abalam a vontade e o desejo de continuarmos a caminhar juntos. Ele foi o grande apoio, o "porto seguro" e a fortaleza dos meus dias!

 

Estes 5 anos foram incríveis!

 

Concluí a investigaçao do Doutoramento e consegui publicar os artigos, depois de parecer que isso nunca iria acontecer... concluí o Doutoramento com distinção, num dia que será para sempre um dos dias mais bonitos da minha vida, uma verdadeira celebração do meu trabalho e da minha vontade de ir mais longe, com a família e os amigos mais queridos. Graças à ideia de fazer o Doutoramento, andei pelo mundo fora (quer dizer, pela Europa e EUA), a fazer palestras e a conhecer pessoalmente as pessoas mais brilhantes da minha área, tornando-me amiga de algumas delas. Nunca pensei que isto me levaria tão longe... valeu a pena todo o esforço!

 

Passei por provações muito duras, chorei com as deceções, de cada vez que me deitavam ao chão... e voltava a levantar-me com Fé, ao som da música "O melhor de mim", que me acompanhou em "loop" e foi, sem dúvida, a música mais ouvida na banda sonora dos últimos anos.

 

Ah... e descobri que sou a "Vaiana"!!!

 

Perdi alguns amigos... agora percebo que não eram, de facto, amigos. E o espaço que deixaram, foi preenchido por melhores pessoas e influências mais positivas.

 

Abracei um desafio profissional que me tem posto à prova diariamente. Ainda não sei se foi uma boa decisão, às vezes arrependo-me de a ter tomado e de não ter adivinhado o que aí vinha. Mas naquela altura, e naquelas circunstâncias, era a única decisão possível, não ia sentir-me bem comigo própria se não tivesse respondido à chamada... temos de fazer alguma coisa pelo mundo em que vivemos, não é? E eu não disse já que descobri que sou a "Vaiana"? A isto voltarei, por certo, noutro post.

 

Nestes 5 anos, novos poemas foram descobertos... este, de Sebastião da Gama, descoberto por acaso, numa parede qualquer, algures num passeio pelo Douro. Ficou gravado agora nas minhas paredes também!

 

Sonho

Pelo sonho é que vamos,

comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,

Basta a esperança naquilo

que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria,

ao que desconhecemos

e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.

 

Vamos!!! Venham mais 5 (incríveis) anos!

I'll be back...

 

 

24 horas

por de que são feitos os dias, em 30.09.14

Os dias são feitos de... 24 horas! E, nos últimos dias, as 24 horas têm parecido mais curtas. Porque não chegam! Para o trabalho, para ler todos os artigos que tenho quer ler até ao próximo fim de semana, para começar a escrever um artigo, para estudar uma ideia nova, para ler sobre uma dúvida que surgiu, para preparar aulas, para corrigir os trabalhos de casa, para cuidar das crianças, para cozinhar uma refeição apetitosa, para conversar com os pais, para namorar com o marido, para ver um filme no fim do dia... ou para (simplesmente) não fazer nada! 

 

Porque é que a falta de tempo é uma queixa tão comum nos dias que correm? Os dias não têm, desde sempre, 24 horas? Mas agora... andamos depressa demais? E é nestes dias que a música da Mariza entoa vezes sem fim... 

 

"Eu sei
Que a vida tem pressa
Que tudo aconteça
Sem que a gente peça
Eu sei

Eu sei
Que o tempo não pára
O tempo é coisa rara
E a gente só repara
Quando ele já passou

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui"


 

P.S.

Enquanto escrevia este post, coloquei a música da Mariza a tocar...

A M. identificou logo a música! A sua Professora tinha colocado a música e explicado que "era sobre uma cantora famosa que andava sempre em concertos e, por isso, não tinha tempo para ver o seu filho". O A. respondeu: "Ainda bem que isso não aconteceu connosco!... ainda bem que tu tiveste sempre tempo para nós!"

Tratei logo de confirmar... "Filhos, acham que a Mãe passa convosco tempo suficiente?"

Resposta em côro: "Claro que sim Mãe!!!"

Estas palavras foram, para mim, um prémio! Consegui!!! No meio das minhas angústias com a gestão do tempo, das 24 horas de que são feitos os meus dias, os meus filhos têm a perceção de que estou a geri-lo bem... pelo menos não se queixam da parte que lhes toca!

E assim, à 21ª hora do meu dia, tive um dos melhores minutos do dia!

Medo

por de que são feitos os dias, em 24.09.14

Medo do escuro, medo dos pesadelos, medo de dormir sozinha, medo, medo, medo...

Cá em casa, o medo não me deixa dormir!

Como se explica a uma criança que o medo não existe? Sim, o medo não existe, o medo é uma criação da nossa mente.

E que não faz mal sentir medo... as pessoas corajosas não são as que não têm medo de nada (essas são, muitas vezes, irresponsáveis!). Ter coragem não é não sentir medo... é senti-lo e, mesmo assim, avançar!

 

"Face the fear... and you will see the fear disappear!"

 

Será que é hoje que o medo vai desaparecer?

Sem angústia e sem pressa

por de que são feitos os dias, em 21.09.14

Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga, Diário XIII

 

Conheço este poema desde o tempo do ensino secundário. E, sem dúvida, é um dos meus poemas preferidos, daqueles que sei declamar de cor.

É engraçado como, com os poemas e com as músicas, por muito que os conheçamos, à medida que os anos vão passando, conseguimos encontrar neles algo de novo!

Ontem à noite, lembrei-me outra vez deste poema... mas desta vez não me fixei nas minhas estrofes preferidas "Recomeça", "E os passos que deres,/
Nesse caminho duro/ Do futuro,/ Dá-os em liberdade./ Enquanto não alcances/ Não descanses./ De nenhum fruto queiras só metade."

 

Desta vez, fixei-me no "sem angústia e sem pressa". Como é que eu não tinha reparado antes nesta estrofe, com a devida atenção?

"Sem angústia e sem pressa". O poeta fala comigo... diz-me: sim, sonha com tudo, luta, não desistas, não tenhas medo de estar a sonhar com muito, o teu sonho pode parecer loucura mas é a tua aventura, o teu desafio,... mas sem angústia e sem pressa! Caso contrário, não saboreias a luta, não desfrutas os passos que dás, as etapas que ultrapassas, não aprecias o logro da aventura!

 

"sem angústia e sem pressa", "sem angústia e sem pressa", "sem angústia e sem pressa"... Obrigada, Miguel Torga!

Hum...

por de que são feitos os dias, em 20.09.14

"Hum..." é uma expressão muito utilizada cá em casa.

Começou há cerca de 4 anos atrás, quando o A. começou a falar como gente grande. Começou tarde, mas muito bem. Nas respostas às mais variadas perguntas, poupava as palavras e respondia sempre com um "Hum". Que variava consoante a resposta fosse afirmativa ou negativa. 

- "Queres bolo?"

- "Hum"

- Queres pão?

- "Ham"

A diferença entre o primeiro "hum" e o segundo ("ham" porque era um "u" mais aberto, quase "a"... estão a perceber?) era muito, muito subtil, só perceptível a quem convivia diariamente com o pequeno.

Com o tempo, a utilização do "hum" pelos pais foi inversamente proporcional à sua utilização pelo filho. Passo a explicar: à medida que o vocabulário do A. se desenvolvia, começou a falar sem parar, sobre os mais variados temas. O A. tem sempre conversa, e gosta de usar palavras "caras".

Acontece que nem sempre prestamos a maior atenção ao que vai dizendo, sobretudo quando partilhamos o mesmo escritório: ele descreve o jogo do computador, todos os passos, todas as escolhas, e faz perguntas pelo meio. E nós queremos ler artigos, terminar um trabalho, enviar um email... e a solução é ir debitando uns "hum", de tempos a tempos.

O A. não é, fisicamente, nada parecido com a mãe... mas na tagarelice e no número de palavras debitadas/dia, vejo bem que tem os meus genes :-)

uma banda (quase) famosa

por de que são feitos os dias, em 19.09.14

 

 

 

Quando virem um cartaz assim na rua, nos "outdoors" e nas paragens de autocarro, não se assustem! É apenas uma banda de música infantil, constituída por 2 elementos cá de casa, verdadeiramente musicais. E a música deles não faz juz ao nome que escolheram... porque são tudo menos "orrurosos"! Para já, os cartazes só foram afixados cá em casa e os concertos têm assistência limitada aos lugares do sofá, mas no futuro... nunca se sabe!!! Fiquem atentos!

 

P.S. Entretanto, já os avisei que têm de melhorar a ortografia! 

conversas de filhos

por de que são feitos os dias, em 18.09.14

No dentista, o A. diz: 

"Mãe, tenho que ir à casa de banho... é urgente! Ou melhor... é URDENTE, porque estamos no dentista"

 

Já na casa de banho, revestida a azulejo, vê um parafuso saliente na parede (muito provavelmente, o que restava de algum suporte de papel higiénico). Depois de o fixar, olha em redor e afirma:

"Mãe, acho que as paredes vão cair... o parafuso está solto!"

 

E assim percebemos que eles estão a ficar crescidos... fazem trocadilhos, encontram piada em situações comuns, vêem a realidade com outros olhos e apresentam-na de uma forma diferente, como nunca seríamos capazes de a ver. E, sem perceberem, fazem-nos sorrir (e até rir às gargalhadas). Enfim, trazem aos nossos dias uma cor diferente, iluminam estes dias cinzentos e chuvosos, tornam divertida uma viagem ao dentista!

Princípio

por de que são feitos os dias, em 17.09.14

E por onde começar?

 

Como em tudo, pelo princípio... no princípio, uma ideia, pequenina, que foi crescendo lentamente, sem que desse por isso.

Só conheci o universo dos blogs muito recentemente, e por acaso! A partir daí, fui conhecendo um blog atrás de outro, e agora a leitura de blogs já faz parte das minhas rotinas, tal como ler as notícias diárias ou consultar a metereologia.

A dada altura, a vontade de escrever, de partilhar... sim, porque os dias são feitos de tanta, tanta coisa, que não falta matéria para partilhar, para reflectir. Poderá é não haver tempo, o tempo de que os dias são feitos, o tempo que teima em fugir-nos constantemente. Com pouco ou muito tempo, a ver vamos... Fica o propósito de partilhar aquilo de que são feitos os (meus) dias!

E para princípio, já deve chegar...

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